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Louvor & Adoração

 

O que os anjos estão ouvindo nos nossos cultos?

Não costumo partir da experiência para a Bíblia, mas, neste caso preciso fazê-lo.

Hoje consigo entender a importância do louvor, da adoração e da gratidão do povo de Deus e do que isso representa no céu a partir de uma experiência que tive aos oito anos de idade.

A Essência da Adoração - Estilo de vida

“Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele” (2 Cr 16.9).

Nosso problema são as novas gerações que não conhecem este “quanto ao Senhor”. A terceira geração conhece um deus destituído de poder. Aliás esta tem sido a tônica na história da igreja. Nós, a geração de pentecostais – até a terceira geração no meu caso – conhecemos um Deus de poder – a geração atual conhece o poder, mas não a Deus. Vê a diferença?

Peregrinação

A idéia de que os cristãos são peregrinos na terra abasteceu a hinódia da igreja com belíssimos cânticos, e vez que outra me surpreendo assobiando, cantarolando ou ouvindo ressoar lá no fundo de minha mente cânticos que falam da vida eterna e do céu. Aliás, cânticos que raramente são entoados nos modernos cultos congregacionais, e que a nova geração de crentes, convertida dos anos 1980 para cá desconhece.

O Culto a Deus - Criando novas liturgias

Liturgia vem da palavra grega “leitos” povo e “ergon” obra, e significa “serviço do povo”. O termo em português carrega a conotação de ritual, de rito, de ordem de culto, de ladainhas e repetições, por isso quando alguém diz: aquela igreja é muito litúrgica está querendo afirmar que o culto daqueles irmãos segue um programa preestabelecido. Na sociedade grega havia os liturgos que deviam exercer gradualmente e à sua custa certas funções públicas, como equipar os navios, organizar os jogos e concursos de dramas e a manutenção dos ginásios.

Adoração como guerra

Precisamos entender que servir a Deus é uma guerra de adoradores. Essa verdade está implícita nas guerras do passado. A vitória numa guerra era sempre creditada a algum deus! Tirar o povo de Israel do Egito com mão forte e poderosa destruindo a nação e o exército de Faraó foi a maneira que Deus encontrou para humilhar os deuses egípcios. Em 2 Reis 3.21 a 27, os reis de Israel tomam o profeta Eliseu e o levam a uma guerra contra o rei de Moabe. O rei de Moabe, ao ver que a batalha estava perdida, numa tentativa de ganhá-la, ofereceu 700 homens que usavam da espada. Todos morreram num só momento. Vendo que não podia vencer, sacrificou seu próprio filho sobre o muro da cidade. Chateados com o que viram, os israelitas deixaram de guerrear e voltaram ao seu país.

A Alegria do Povo de Deus

“Também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração” (Is 56.7).

“Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo. 19 E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei no meu povo, e nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor” (Is 65.17-18).

Int. Passamos a idéia de que Deus é vingativo, frio, impessoal e emburrado. O Deus emburrado pode ser visto na maneira como nos vestimos e nos ornamos. Mas a Escritura desvenda diante de nossos olhos um Deus que aprecia a alegria, que tem prazer em viver no meio do seu povo. No entanto, precisamos analisar como era a vida do povo de Deus no Antigo e no Novo Testamento.

A Energia da Música

Na década de 1980 um amigo meu de São Paulo ministrou por toda parte a respeito da música subliminar, isto é, letras que apareciam quando o LP era tocado de trás para frente. Naquele tempo, meus filhos eram fãs do Balão Mágico, um grupo que encantava as crianças, participantes do programa da Xuxa. As crianças ficaram tão impressionadas quando ouviram o LP de trás para frente e com a letra satânica que ali aparecia, que quebraram seus discos de vinil. Pois outro dia acessei o YouTube para assistir uma música de Roberto Carlos, Jesus Cristo eu estou aqui, que, tocada para trás afirma que Jesus era gay.

Causas que podem contribuir para que o louvor não flua nos cultos da Igreja  

Sempre que estou participando de seminários com dirigentes de cultos e com equipes que dirigem o louvor congregacional, a questão que todos querem saber é: O que bloqueia o fluir de Deus no culto da igreja?  

Mantras e extravagâncias

Estou preocupado com duas tendências negativas, muito fortes no meio musical das igrejas brasileiras. A primeira diz respeito à nova onda da adoração extravagante. Os cantores e editores resolveram utilizar uma palavra negativa em seus Cd´s e livros, pois se ouve, agora, sobre adoração extravagante!

O dirigente do culto

No livro "O Ministério de Louvor da Igreja", editado pela Editora Betânia, apresento alguns requisitos de comportamento que todo dirigente de culto deve ter diante de seus colegas, diante da igreja e na direção do Espírito Santo. Se pudesse reeditar aquele capítulo, apresentaria outros requisitos tão necessários na vida dos músicos e dirigentes de cultos. Nas conferências sobre louvor e adoração, tenho falado sobre a necessidade dessas qualificações que todo dirigente de culto deve ter.

O Show e Altar

Fui convidado para ser um dos juízes de um festival de música evangélica. Recusei. Não que discorde de tais festivais. Mas porque o festival gospel a que fui convidado a comparecer vinha sendo anunciado também como um tempo de adoração e louvor. E é preciso diferenciar um show musical, de uma reunião em torno do altar.

Oração de um Crente Desesperado

Baseado no que meus leitores escrevem, redigi a oração, eco de meus leitores.

Senhor, estou saindo para o culto da igreja. Perdoa-me, Senhor, mas vou de coração partido. Queria tanto cultuar o teu nome, exaltar o teu poder, prostrar-me diante de ti em adoração, como faço aqui em casa, sozinho. Aqui eu me prostro, e fico tanto tempo, às vezes em silêncio, outras em júbilo; às vezes em súplica confessando-te meus pecados; outras vezes uma euforia toma conta de meu espírito ao sentir tua presença. Quanto regozijo quando te adoro!

Pra-qui-ti-bum-bum-bum

Este não é o melhor título para o que eu quero escrever. Mas, por enquanto não achei um título melhor. É que ando deveras preocupado com os rumos que a igreja brasileira tomou – especialmente um segmento dela. A começar pelo som alto. Prevenido que sou costumo levar meus tampões de ouvidos às conferências e celebrações. Bem, som altíssimo não traduz o que costumo experimentar. É preciso reinventar uma palavra para o som alto de algumas conferências. Quando não se consegue ouvir a voz da pessoa cantando ao seu lado, então já não é mais som alto, é demasiadamente alto. Tem razão o João Gilberto que prefere tocar seu violão acústico sob o silêncio da platéia.

Talvez eu seja demasiadamente sensível aos sons graves, porque o coração pula sob o peito a ponto de se notar a camisa se mexer – e tenho a impressão de que terei um infarto. Pois é disto que falam os especialistas em som.

Refletindo o Tema da Adoração

Não se pode avaliar se um projeto deu certo de um dia pro outro. Nossos métodos e práticas na igreja só merecem verdadeira atenção depois de testados ao longo de, pelo menos trinta anos de prática. Pensando nisto é que venho refletindo seriamente alguns temas da igreja, ensinamentos, práticas e métodos que defendíamos com garra, unhas e dentes, e que só agora, depois de muitos anos podem ser avaliados. Fiz este tipo de reflexão com respeito a muitos temas, partindo de minhas próprias experiências. Não estou afirmando nem determinando que as experiências ditem a verdade, mas elas nos ajudam na análise dos fatos e servem como medidores de uma idéia, filosofia, uma prática de vida, etc.

 

Atualizado em 21 de fevereiro de 2010